Fonte:
Google
Um professor de filosofia
de uma escola estadual do interior de São Paulo faz uso do Mecdaisy, um software que possibilita a leitura de
livros em áudio para deficientes visuais. Ele faz esse uso, pois na sala do segundo
ano do ensino médio de sua escola há um aluno que tem essa deficiência.
Esse professor utiliza o
Mecdaisy quando é escolhido um livro para leitura e pesquisa e posterior debate
em sala de aula. Nesse caso, o aluno com deficiência visual tem o auxílio do
software para acessar a leitura/audição do livro indicado e buscar as
informações e o conhecimento com a mesma facilidade dos outros alunos.
O professor assume o papel
de mediador, ficando responsável tanto pela assistência ao aluno com
deficiência visual quanto pela interação de todos os demais no que se refere ao
debate do tema.
A ação desse professor é
baseada no Projeto Mecdaisy, que se trata de uma parceria do MEC (Ministério de
Educação e Cultura) com o Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ (Universidade
Federal do Rio de Janeiro). Mec – de
Ministério de Educação e Cultura - e
Daisy de Digital Accessible Information. Mais particularmente, Mecdaisy é um software que permite a leitura/audição de livros no formato Daisy,
que é um padrão de digitalização de documentos utilizado para a produção de
livros acessíveis. O formato Daisy é livre, não há necessidade de pagamento de
licença e de direitos autorais, pois utiliza voz digital. Pode ser instalado
pelo Sistema Windows e Linux com bastante facilidade e pode ser utilizado por
qualquer pessoa.
Com esse projeto, o MEC efetiva o disposto no artigo 58
do Decreto nº 5296/2004, que estabelece: “O Poder Público adotará mecanismos de
incentivo para tornar disponíveis em meio magnético, em formato de texto, as
obras publicadas no País”.
O Mecdaisy possibilita inclusão
de notas nos livros digitais, acesso por páginas, letras do tamanho que for
necessário para o usuário, marcadores, localização de termos e palavras e
muitos outros benefícios, tudo através de orientações fornecidas pelo sistema.
Portanto, com esse software é possível promover o acesso à
leitura/audição aos deficientes visuais, o que contribui para o seu desempenho
e interação na sala de aula, além da aquisição de cultura através da leitura/audição
de outros livros acessíveis no sistema.
Entre outras ações
importantes desenvolvidas pelo MEC, que visa o acesso dos alunos com
deficiência visual, é possível ressaltar
também a disponibilização, há alguns anos atrás, de 2.100 laptops para alunos com deficiência
visual das escolas públicas, matriculados nos anos finais do ensino fundamental
e no ensino médio.
Os Estados e também os
municípios ficam como responsáveis por investir na capacitação de professores. Por
outro lado, a Secretaria de Educação Especial (SEESP) do Ministério da Educação
(MEC) tem vários programas de capacitação de professores em andamento.
Apesar das leis que
garantem o direito dos alunos com deficiência à educação e das ferramentas
tecnológicas que a todo momento estão sendo apresentadas para auxiliar nesse
desafio, é o professor que atua na prática com a aplicação do referencial
teórico, através do seu fazer pedagógico. O professor, muitas vezes, se depara
com a necessidade de alterar seu planejamento, renovar suas estratégias
pedagógicas, para oferecer uma educação de qualidade a todos.
Os professores
especializados em alunos com deficiência e outros profissionais como terapeutas
ocupacionais, psicólogos e pedagogos, por exemplo, podem auxiliar o professor
São as Secretarias de Educação Municipais as responsáveis pela articulação
desses profissionais.
Apesar disso, são muitas
as dificuldades que a escola inclusiva enfrenta, o que evidencia ainda que a
escola é um ambiente despreparado para receber o aluno de inclusão. Esse é um
processo em construção. Ainda há muitas dúvidas e perguntas, mas há também a
perspectiva de que é possível realizar algo, como o exemplo do professor aqui
relatado, que faz uso do MecDaisy.
Maria Bernadete Cronéis Zambon – RU 1670487

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