SOFWARES E INCLUSÃO EM SALA DE AULA

Fonte: http://www.metasys.com.br/nova-lima-abraca-a-inclusao-em-suas-escolas/
Vivemos em um mundo globalizado, onde as tecnologias estão cada vez mais avançadas e atuantes no dia a dia da população. Tecnologias são, extremamente, benéficas para a aprendizagem. Elas mudam as práticas do professor e potencializam a transmissão do saber.
 A inclusão de alunos com deficiência e/ou necessidades especiais é uma realidade nas escolas do país. De acordo com dados do Instituto Nacional de Estudos e pesquisas Educacionais (Inep), a educação especial no país tem 752.305 matrículas somando os estudantes em escolas regulares   e especiais. Já nas universidades, os estudantes com deficiência eram 2.173 no ano 2000, e passaram a ser 20.287 em 2010.
“Vivemos um momento no qual as pessoas com deficiência sabem que têm direitos, e as escolas e universidades precisam estar preparadas para receber e atender os alunos especiais. Por lei, eles têm acesso garantido à educação especial, mas, quando o aluno cego chega à universidade, precisa de material adequado, e quem atende essa demanda são os núcleos de acessibilidade das instituições. Desde 2008, as universidades são obrigadas a ter um núcleo de acessibilidade, como o que temos na UFSM. Os professores com alunos especiais preparam o material das aulas e passam para o núcleo, que usa os recursos tecnológicos para tornar as aulas acessíveis para os estudantes”, explica Ana Claudia Siluk, coordenadora do Curso de Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado e vice coordenadora do Curso de Graduação em Educação Especial.
 Já existem muitas plataformas que facilitam a integração desses alunos, além de oferecer independência e aprendizado.  
Um importante software é o Symbol Lab, que permite a criação de atividades dinâmicas, interativas e personalizadas no computador. Essas atividades contribuem para a aprendizagem, comunicação e terapia. É uma excelente ferramenta para escrever textos ilustrados com símbolos e é indicado para quem precisa desenvolver competências básicas em leitura e escrita e para as pessoas que usam os símbolos como apoio à comunicação e linguagem. Ele inclui uma biblioteca de símbolos e sons e possibilita a utilização de imagens, fotos, gravação da própria voz e voz sintetizada.  
Através do Symbol Lab, você pode escrever um texto que será, automaticamente, ilustrado com símbolos e, se o usuário quiser, com a Linguagem Brasileiras de Sinais.
Além do Symbol Lab, existem outros softwares que também contribuem para a inclusão. São softwares que leem telas para o usuário, aplicativos que digitam em Braille, que traçam rotas seguras e até que apontam janelas abertas e lâmpadas ligadas, facilitando a vida dos deficientes.
O Digit-eye permite que você insira códigos de barras autoadesivos em diversos itens que podem ser reconhecidos através da câmera de celular e o TypeInBraille permite que o usuário escreva em Braille facilitando a comunicação entre a pessoa que consegue enxergar e a que não consegue.
Um grande desafio para integrar a tecnologia na educação é, sem sobra de dúvida, o professor. É preciso desmistificar a forma como os professores encaram o potencial pedagógico das tecnologias, e isso só irá acontecer se houver uma formação adequada e continuada e a criação de ambientes de aprendizagem estimulantes, além de projetos significativos para os alunos.
A Escola e o Professor deverão saber preparar, nesta sociedade exigente, os alunos para serem criativos, produtivos, flexíveis e participativos, independente das suas limitações físicas e intelectuais. Para que isso aconteça, o professor precisa ser um criador e não apenas um transmissor de conhecimento. Ele precisa provocar e estimular seus alunos e seus próprios colegas de profissão. Só assim teremos uma educação socioconstrutivista, democrática e plural.
  

 Por Joana Angélica de Souza Silva Vassoler,1725879
Polo – Indaiatuba/SP

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