Fonte:
http://tribunadoceara.uol.com.br
Os jogos são excelentes
aliados para promover o aprendizado de forma divertida, contribuindo para o
ensino de crianças com transtorno de aprendizagem de forma lúdica e interessante.
Os mesmos podem ser utilizados por professores em sala de aula e são ótimos
aliados da educação inclusiva, os seus conteúdos possibilitam o auxílio para conhecimento,
provocam o interesse da criança e são muito recomendados para desenvolver a
linguagem, memória, concentração, entre outros.
A presença de alunos com deficiência intelectual
é cada vez mais frequente, e as escolas tem que se adaptarem. A escola Lenir
Augusta preocupando-se com essa realidade, está utilizando um aplicativo para
auxiliar alunos com dificuldades de aprendizagem, na disciplina de língua
portuguesa para alunos do ensino fundamental I, com o objetivo de desenvolver a
leitura e escrita. Segundo a professora Berenice o mais importante para uma
criança com deficiência não é aprender o mesmo conteúdo que as outras, mas ter
a possibilidade de aprender a colaborar, ter livre expressão de ideias e ver o
esforço pelo que consegue criar, ser recompensado e reconhecido.
O aplicativo em forma de
jogo recebeu o nome de ARAMUMO, e foi criado por alunos do ITA (Instituto
Tecnológico de Aeronáutica) em parceria com o instituto ABCD, com o objetivo de
auxiliar o desenvolvimento de pessoas com dificuldades de aprendizagem
especificamente alunos com dislexia, podendo ser usado na sala de aula e ainda
auxiliando os pais no ambiente familiar. A dislexia é considerada um distúrbio
neuropsicológico que se caracteriza pela dificuldade de identificação,
compreensão e também interpretação de símbolos gráficos de leitura. A
habilidade mais prejudicada é a de segmentar, manipular e sintetizar sequências
de sílabas e fonemas que compõem as palavras, que representam a habilidade de
consciência fonológica. “Nosso aplicativo ajuda no desenvolvimento de ao menos
quatro habilidades: separação silábica, ortografia, reconhecimento e
memorização de sons e coordenação motora” explica Éric, um dos criadores do
aplicativo. O aplicativo funciona de maneira semelhante a um jogo de palavras
cruzadas usando sílabas para preencher as lacunas, as sílabas ficam flutuando
em bolhas espalhadas pela tela, com cinco níveis de dificuldade, ele fala uma
série de palavras e o usuário tem que montá-las utilizando as sílabas
disponíveis, trabalhando a pronúncia, a escrita e o estímulo para associar os
sons às palavras bem como o raciocínio e ampliação do vocabulário.
Fugir do comum torna a aula
diferente, e o uso desse aplicativo têm aprimorado as aulas e atividades
desenvolvidas na escola Lenir Augusta, e os alunos (em especial os de inclusão)
estão tendo mais facilidades em focar a atenção na aula. Para que isso ocorra
de maneira natural durante a aula, os professores têm se dedicado no preparo de
uma sequência didática que seja coerente ao uso do aplicativo, exigindo a
participação efetiva do aluno, buscando um aprendizado eficaz, porém agradável,
com constante intermediação direta dos professores.
O jogo segundo os
professores têm apresentado vários pontos positivos, além do interesse dos
alunos e ser um aplicativo gratuito, ele também proporciona várias ideias para
trabalhar a escrita; podem-se reproduzir cartões-palavra e até a formação de
frases completas. Porém também relataram alguns pontos que dificultam a
aplicação do jogo, como: só funcionar em dispositivos móveis, ter poucas fases,
ser repetitivo e falta de atualização periódica.
Integrar e captar a
atenção dos alunos faz toda diferença, o desenvolvimento desse tipo de
aplicativo marca o início de uma caminhada, que contém um desafio de não
somente buscar resultados a partir de sua aplicação, mas também seu
aprimoramento e expansão para o auxílio da aprendizagem de pessoas especiais.
Ana Paula Lima da Silva, RU:
1027293, Turma 2014/02
Evanilde da Costa Silva, RU:
1027316, Turma 2014/02
Gilseane Helen Xavier
Ortega, RU: 1027300, Turma 2014/02
Renata Lima, RU: 1039958,
Turma 2014/02

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